Projeção Astral

Mecanismos da Projeção Astral

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Dhy Stellar
Postado por Dhy Stellar

Estamos aqui com “Mecanismos da Projeção Astral”, assunto muito importante, em que podemos descobrir um fenômeno tão natural como a própria vida, que é a projeção astral. Os mecanismos vão se desenvolvendo com o tempo. Mesmo que ninguém estude a projeção astral, os mecanismos se desenvolvem.

Quando acordamos, aqui, no físico, na maior parte das vezes, pode acontecer que não nos lembremos de tudo. A maior parte das pessoas sonham e lembram dos sonhos. Como são maravilhosos os sonhos; poder acordar e lembrar de uma situação melhor do que a que vivemos aqui é estimulante, nos gera esperança, nos traz tranqüilidade e nos traz fé de algo melhor. No entanto, o sonho e a projeção são coisas diferentes.

A projeção astral é um fenômeno que todos os seres vivos têm. Mesmo as pedras se projetam. As plantas, os animais e principalmente nós, seres humanos, que temos a capacidade de sair do mundo físico e de nos lembrar o que aconteceu enquanto estávamos fora. Isso é uma maravilha.

Mas o que seria essa projeção? Imagine um espírito. Um espírito, para se manifestar nos mundos da forma… O nosso mundo é um mundo da forma, só que é um mundo físico. Tem o mundo da forma etérico, o mundo da forma astral, o mundo mental. E, no mental, há subdivisões de níveis evolutivos: níveis evolutivos de Krishna, de Buda, de Cristo, níveis de transcendência – tudo no mental. E aqui, no físico, estamos engaiolados por um corpo de carne, emocional, instintivo que precipita o desenvolvimento do raciocínio. Percebemos as limitações desse corpo. Não conseguimos nos teleportar, levitar ou volitar. Não conseguimos ter visão além do alcance físico – e, geralmente, o alcance físico é bem restrito. Não conseguimos nos lembrar muito do passado. Mal nos lembramos de nossa infância, muito menos de vidas passadas, a não ser em raras exceções.

Na projeção astral, podemos vencer as restrições corporais, físicas, porque o corpo astral tem mais possibilidades ou, melhor dizendo, os corpos astrais. Temos vários e podemos nos deslocar com vários, ao mesmo tempo, para lugares diferentes. Cada um possui uma identidade um pouco diferente do outro corpo e todos eles constituem o nosso ser. Podemos nos dividir, mas sempre mantidos pela mesma centelha. De início, pode parecer um pouco confuso, porque se pensará: “Nossa, mas como? Podemos ser outro corpo? E não apenas outro, mas outros corpos?” Sim, podemos. Dá quase para montar um time de futebol. Não chega a nove, mas dá sete. Está certo que um time não tem nove, mas… Nem em jogo sou chegado – viu, gente? – mas sei que tem gente, aqui, que acorda de madrugada para assistir jogo.

Quando nos projetamos com todos os corpos, teremos sete corpos. “Nossa, sete corpos?” Certa vez, uma pessoa veio falar: “Aldomon, está acontecendo uma coisa esquisita, porque, geralmente, você fala em projeção astral, mas fala que a pessoa tem quando está dormindo. Eu estou me projetando, mas acordado. Muitas vezes, estou dirigindo e, de repente, me vejo em outro lugar. Dirigindo o carro. Dá medo de bater, de ficar vermelho o sinal e não saber o que aquilo significa. O que é isso? Estou ficando louco? Estou tendo visões?” Não. Está em projeção com um corpo mais sutil.

Temos sete corpos astrais. Geralmente, para estarmos no corpo físico, usamos o primeiro corpo astral – geralmente. Porque, se você estiver encarnado em dois corpos físicos, ao mesmo tempo, você pode estar usando o segundo, nesse corpo, o primeiro, em outro corpo e o terceiro, em outro corpo. Já pensou? Encarnado várias vezes? Aí, você não vai estar com o primeiro. Tem um corpo físico que vai estar com o primeiro corpo astral, mas o outro vai estar com outro corpo astral. E a pessoa não vai nem saber que está encarnada em vários corpos astrais. Por quê? Porque, se ela não tiver a sintonia dos corpos, ela não vai transferir os dados de um corpo, a memória, a inteligência, a identidade, a personalidade de um corpo para outro corpo.

E, aí, ela vai pensar que está aqui.”Mas como é isso?” É uma coisa onde há pouco material a estudar sobre o assunto. Tem estudiosos sérios aqui, principalmente no Brasil. Tem no exterior também – Estados Unidos, Rússia. Na Rússia, estudaram muito sobre isso, sobre fenômenos psíquicos ou ditos paranormais. Aqui, no Brasil, temos diversos professores. É só pesquisar na Internet, por exemplo, ou numa livraria esotérica que ver-se-á vários tipos sobre projeção astral. Alguns tendem mais para o lado técnico. Outros, para o lado humano. Outros, para um lado espiritual ou religioso. Escolha a linha que mais se afinizar com a sua busca. Mas cada um apresenta uma parte de um contexto importante, para enriquecer o desenvolvimento da projeção astral.

Todos os seres humanos saem do corpo. Ao dormir, o corpo físico baixa o metabolismo. Por estar cansado, precisando descansar, ele baixa o metabolismo. O coração bate mais lento, a respiração fica mais profunda e mais lenta, os movimentos corporais vão diminuindo, diminuindo, a temperatura do corpo vai baixando, também – nós vamos, geralmente, esfriando um pouquinho mais – e há uma descoincidência. Por que? Quando o metabolismo do corpo físico diminuiu, há uma descoincidência do corpo astral com o corpo físico. Nessa descoincidência, algumas pessoas têm uma sensação curiosa. Creio que a maior parte, daqueles que aqui estão, tiveram esta sensação alguma vez na vida. Quando a gente é criança, porque, geralmente, toda criança estuda pela manhã.

Na época de 20 ou 30 anos atrás, a criança, de manhã, estava na escola. E a gente acordava com sono e estava lá, tentando comer alguma coisa, lanchar, e, de repente, aquele sono e a gente tinha a impressão de que estava caindo da cadeira e se segurava assustado na mesa ou na cadeira. Essa sensação de estar caindo da cadeira ou de estar caindo da cama é uma sensação de deslocamento brusco do corpo astral, saindo do corpo físico. Então, se até hoje, eventualmente, há essa sensação, esse fenômeno é um fenômeno que faz parte de um dos mecanismos da projeção astral. Qual mecanismo? O chamado de descoincidência. A descoincidência faz com que o corpo astral saia do corpo físico. Se essa saída for muito brusca, a pessoa pensa que está caindo. A sensação de queda é sentida pela descoincidência; pela saída brusca do corpo.

Outra sensação comum da descoincidência é a paralisia geral do corpo, a entorpecência arrebatadora que o corpo pode apresentar. Geralmente deitada, para dormir ou quase acordando, a pessoa fica pensando na vida e fala: “É. Agora, vou me mover.” Quando tenta se mover, nada. Não consegue mover nem um dedinho. Aí, quer falar e a boca não se move. Tenta gritar, não consegue. Faz uma força sobre-humana para se mexer, muitas vezes, tentando se jogar da cama para cair e ver se consegue ativar o corpo, despertar direito e não consegue. Depois de muita tentativa, acaba reativando o corpo. Mas tem que fazer uma força muito grande para conseguir, senão não consegue. Esse fenômeno pode ocorrer sem você ter feito técnica nenhuma, sem ter estudado nada sobre projeção.

Você pode ser evangélico, porque muitas vezes a religião não acredita nessas coisas de espírito e tudo. Mas pode acontecer com um evangélico, com um adventista, com uma testemunha de Jeová, com um católico, com um espírita, com um Hare Krishna, com um ateu, com um à toa. Com esse pessoal todo acontece. Aquele que está sem se dedicar a nada, de repente: “Ih, estou fora do meu corpo. O que eu faço, agora? Morri.” Geralmente, a pessoa pensa: “Estou morrendo, estou morrendo.” Pensa logo no dinheiro que não ganhou, naquele que ganhou e não gastou, no que está devendo, pensa na família, pensa nos filhos, pensa na esposa, pensa na sogra e, de repente, fica assustado. Pensa em tudo, até na hora em que a pessoa pensa que está morrendo.

Toda noite, ao dormirmos nós morremos e ressuscitamos no dia seguinte, pela manhã. A única diferença é que essa morte, de morrermos à noite, não é a morte completa. É uma morte parcial. Por que parcial? Porque, na morte completa, cortam-se todos os laços que nos ligam ao corpo físico.

O primeiro medo, quando alguém sente “ih, estou saindo do corpo”, é o medo de não voltar, é o medo de morrer. Mas a gente tem uma corrente muito forte ligando a gente ao corpo físico, chamado cordão de prata. É um cordão muito fino, com milhares de filetes energéticos que entram na glândula pineal. A pessoa pode vê-los saindo de várias partes do corpo, que entram pela glândula pineal e se distribuem por toda a coluna espinal, por toda a coluna vertebral e podem sair por determinado centro de força, dependendo das emoções e dos pensamentos que a pessoa tenha.

Quando a gente vai dormir, o que se pensa é muito importante. Se a pessoa for dormir deprimida, ela vai ter uma saída astral não muito boa. Se for dormir magoada com alguma coisa, também, não vai se dar bem do outro lado. É importante que tenhamos bons pensamentos e bons sentimentos antes de dormir, porque esses sentimentos e esses pensamentos farão com que os nossos centros de força astrais girem numa harmonia tal, que nos projete.

Vejo os centros de força como se fossem hélices, hélices de um helicóptero. Os centros de força são os chakras, os famosos chakras. Vejam-nos como hélices. Se num helicóptero a hélice está meio fraquinha, ele vai ficar voando baixo, se conseguir levantar-se do chão. Se o nosso chakra estiver meio fraquinho, a gente não vai para dimensões mais sutis. A gente fica em dimensões mais densas. E as dimensões mais densas são muito feias e, em alguns casos, horripilantes. O mundo astral consegue apresentar paraísos que não tem palavras para descrever a sua beleza, tamanho é o êxtase de se viver nesses paraísos astrais; mas tem infernos que nenhum filme de terror ou nenhum desenho em quadrinhos conseguiu retratar, com precisão, o quanto podem ser horríveis as dimensões astrais mais densas.

Tem coisas lá que nem a literatura astral menciona. A literatura de que falamos são dos livros psicografados. Nem ela descreve os piores quadros, para não assustar os iniciantes. A maior parte dos seres da Terra, ainda, saem do corpo para dimensões mais densas. E isso faz com que gerem um trauma psíquico, um trauma psicológico que impede a sua transferência de memória. A maior parte das pessoas não lembra das projeções, porque fica com trauma. Aí, só permite lembrar: “Fui para o trabalho. Voltei para casa. Fui ao mercado. Fui à casa de fulano de tal.” Só lembra disso; coisas domésticas, trivialidades. Não lembra de coisas que transcendem a vida neste mundo. Tem gente que trabalha de manhã até à noite. Sai do corpo e volta para o trabalho. Quando está amanhecendo: “Ih, tenho que voltar para vestir o corpo, alimentar o corpo e voltar para o trabalho.” Que vida, hein? “Meu nome é trabalho.” Trabalhar 24 horas, no físico e fora dele. Se a gente vai numa panificadora, vê as pessoas que trabalham ali, mas há pessoas, trabalhando no astral, também, na mesma panificadora. Você sai do corpo e vai à panificadora, compra o pão – projetado – come o pão, digere o pão, vai ao banheiro.

Tudo, como aqui, lá no astral tem: come, dorme, namora, tem família. Tudo como aqui, só com algumas diferenças. Se você estiver numa dimensão mais sutil, a vida é uma maravilha. Não tem doença, não tem dor, não tem desafinidades com as pessoas. Aqui é uma farofa. Não digo uma salada, porque uma salada é mais bonitinha. É uma farofa mesmo. Tem pessoas que são monstros e tem pessoas angelicais tomando o mesmo ônibus. Lá, isso não acontece. Lá, nos mundos em que os angelicais ficam, os monstros não vão. Então, é uma maravilha. Tem gente que, quando começa a lembrar das saídas do corpo, de repente, abre os olhos e diz: “Meu Deus, estou aqui, neste mundo. Nossa, agora tenho que levantar esse corpo pesado, esse ar ardido, esse peso atmosférico.” O peso atmosférico, na nossa realidade, é enorme. Temos toneladas de pressão atmosférica em cima de nós. Quem pensa que o ar não tem peso? O ar tem muito peso. Estamos com esse peso todinho em cima da gente. Não é nenhuma surpresa a gente não conseguir voar. Mal consegue andar e esse pesão em cima da gente.

Lá, não tem isso, em certas dimensões. Quem lembra, não quer voltar para cá, não. Mas, aí, o cordão de prata faz o seguinte: é como o pescador faz com o peixe no anzol, vai puxando. “Não, não quero ir, não. Não quero ir, não.” Se debatendo e o cordão de prata puxando. Aí, a pessoa acorda: “Estou aqui mais uma vez.” O corpo começa a ficar desconfiado e a falar: “Ah, essa pessoa (espírito) está querendo ir embora. Não vou deixar mais lembrar de nada, não.” Toda vez que a pessoa começa a lembrar de alguma coisa, o corpo bloqueia a lembrança e a pessoa só tem ali um fugaz momento de lembrança, porque a pessoa está querendo ir embora e o corpo tem medo, porque o corpo sabe, instintivamente, que quem sustenta a vida dele é o espírito. Esse corpo sabe que ele não é uma mera fusão de elementos químicos. Ele sabe que é mantido por uma alma, por um espírito. Então, ele tem medo, ao perceber que a alma está saindo de dentro dele, de morrer. E isso dificulta a lembrança: o medo de morrer. Por isso a gente precisa vencer os medos para vencer a barreira psicológica na projeção astral. Mas a projeção.

Todas as pessoas saem do corpo. Uma grande parte das pessoas, ao sair do corpo, fica zanzando por dentro da casa ou, então, deitada na cama, como se fosse um zumbi, fica “zumbizada”. Não tem lucidez. Se chega um espírito e conversa com ela, ela não responde. Ela está desligada, alienada do mundo exterior. Ela vê, mas não enxerga, escuta e não entende. Ela está sonhando. A maior parte das pessoas fica sonhando grande parte da noite. Não fica sonhando a noite inteira. Numa parte da noite, sonha. Noutra parte, fica projetada e lúcida, lá fora. Algumas pessoas lembram dos sonhos. Outras não lembram de nada.

Daqui a pouco, vamos ver todos os mecanismos. Por que alguns lembram e por que outros não lembram? Só que não vou dar técnica. Hoje, só vou falar sobre os mecanismos da projeção astral. Você conhecerá como o fenômeno é produzido, mas não aprenderá a produzir o fenômeno.Que utilidade tem? A utilidade é a seguinte: quando acontecerem algumas fases do fenômeno, você saberá em que fase está no desenvolvimento. Este conhecimento nos dá um poder sobre certas situações. Esse poder será oferecido através do conhecimento dos mecanismos da projeção astral. Quando uma pessoa sai fora do corpo e não tem lucidez lá fora, ela fica sonhando. O que é o sonho? O sonho é o produto dos desejos, das fantasias que a pessoa tem. Um sonho ruim, chamado pesadelo, é o produto dos medos que a pessoa tem. Quanto mais medo a pessoa tem de alguma coisa, ela vai sonhar com o medo e isso vai se tornar um pesadelo. Se a pessoa tem medo de ser machucada, vai ter um sonho com esse medo, criando na sua mente um filme em que ela vivencia uma situação como se fosse realidade, mas ela não tem auto-crítica, não tem auto-análise, não tem poder de decisão. E, no filme, ela vai ver o fruto do seu medo acontecendo.

Digamos que um menino ganhou a bicicleta do pai ou da mãe, depois de muito tempo de desejo daquela bicicleta. Ele vai dormir pensando: “Amanhã, de manhãzinha, vou brincar de bicicleta.” Mas fica com medo: “E se alguém roubar minha bicicleta?” E vai ter um sonho aonde esse medo vai se tornar mais vivo, porque, no mundo astral, o primeiro corpo astral também é chamado, imperfeitamente – diria que é um apelido – corpo das emoções. No primeiro corpo astral, as emoções são extremamente amplificadas. Tudo que sentimos aqui, lá fica amplificado centenas de vezes em alguns casos. Por isso é que no astral não existe máscara. Se você é uma coisa, aqui você pode disfarçar. Mas, chegou lá fora, a gente vê muitas pessoas soltando a franga. E solta que voa pena para tudo quanto é lado. Chega aqui, a pessoa toda recatada, toda puritana, dando uma de santa ou de santo. Chega lá fora: há uma liberação geral. Por que não dá conta de segurar? Lá a franga cresce demais. Cresce, cresce e não dá para esconder no paletó, de baixo da saia. A bicha sai doida, parecendo uma galinha choca, quando alguém chega perto do ninho. Sai doida, fazendo barulho, assustada. Ou então, caindo na folia. Tem dimensões lá que é carnaval no ano inteiro. Churrascada, bebida, mulher, homem é o que tem. E tem gente que vai para essas dimensões. Aí, você fala: “nossa, você aqui? Quem diria, heim?” “É. Sabe como é que é. Aqui, o negócio é carnaval. Ninguém conhece ninguém é e todo mundo compreende”.

Outra coisa: forma. Lá não tem tanto peso como aqui. As pessoas podem mudar de forma, de aparência. Você vê uma pessoa com forma de alguém e não é aquele alguém. Muitas vezes, você vê uma pessoa conhecida e vê que está com outra forma. A aparência física das pessoas muda muito facilmente. Não diria física, porque lá é o astral. A aparência corporal muda-se muito facilmente no mundo astral. No entanto, o menino sonha com alguém, roubando a sua bicicleta. Ele acorda assustado. Mas digamos que um rapaz vê uma moça passando na televisão e fala: “Nossa, que moça bonita.” E fica cheio de obscenidades na cabeça. Chega à noite, sai do seu corpo. Chega fora do corpo igual a um zumbi, com as emoções à flor da pele. E começa a criar um filmezinho em que ele era o artista principal do filme. E adivinha, quem era a coadjuvante? Era o objeto do seu desejo: a moça em questão. E, aí, fizeram miséria. Ele acordou com um sorriso de orelha a orelha, crente que aquilo era real. Tudo fruto da imaginação dele, dos desejos dele. E fala: “Sonhei com fulana de tal.” A outra pessoa estava era longe, fazendo outra coisa. E a pessoa estava lá, na cama, só vivendo as fantasias. Isso é o sonho.

No caso dessa pessoa, ela teve, na opinião dela, um sonho bom, não é? Mas nem todo sonho é bom assim, de sonhar aquilo que se quer. Muitas vezes, alguém aproveita isso para sugar certas energias vitais. Se alguém perguntasse: qual o principal inconveniente da projeção astral? No que isso é prejudicial? Relembrando, todos os seres humanos se projetam, independente de religião, de técnica ou de conhecimento. Lembrar, a maioria se lembra dos sonhos. Uma minoria não se lembra de nada. Entre essa minoria, a maioria se lembra das projeções astrais, o que está aumentando a cada dia que passa. Mais e mais pessoas estão se lembrando de suas projeções. Quem sonha está vivendo fantasia. Quem sai e interage lá, está vivendo uma realidade. É a projeção astral. Quem não se lembra, pode ter ficado lúcido lá fora e não se lembra, pode ter sonhado e não se lembra. Então, o fato de você não se lembrar é indício de que você pode estar sonhando ou pode estar projetado e não se lembra de nenhuma das duas coisas.

Mas o inconveniente da projeção astral pode acontecer tanto no caso de quem se lembra como no caso de quem não se lembra. Por isso não tenha medo de estudar sobre projeção astral, porque o máximo que pode acontecer é você se lembrar e se preparar para lidar com este fenômeno. O inconveniente é o ataque espiritual. Ao longo de uma encarnação, podemos ofender pessoas. Mesmo que a gente tenha razão, mesmo que a justiça esteja do nosso lado, mas podemos, com a nossa existência, ofender certas pessoas e, através dessa ofensa, pode-se gerar mágoas. E uma pessoa magoada pode desejar se vingar. Esse desejo de vingança pode se estender para o mundo astral. Digamos que numa encarnação você prejudicou, voluntária ou involuntariamente, uma pessoa, que ficou magoada e com desejo de vingança. Você reencarnou agora e sai do seu corpo em projeção. Aquele ser está desencarnado. Ele vai e lhe ataca. Nesse ataque, ele pode vampirizar suas forças, pode trazer hematomas para o corpo.

Tem pessoas que amanhecem cheias de manchas roxas no corpo e não lembram o que é. Tem gente que amanhece todo doído. Tem gente que amanhece igual a um suco de caixinha vazia, sem energia nenhuma. Parece que alguém colocou um canudinho e sugou todas as forças. Isso é indício de ataque astral. Não lembra de nada, mas foi atacado. Outros se lembram e não adianta. Não adianta se lembrar ou não se lembrar. O resultado é cansaço, desvitalização, dores, enfermidade. Esse é o principal inconveniente. Se você aprende a sair em dimensão mais sutil, tudo isso se resolve, porque quem guarda mágoa, quem tem desejo de vingança só sai, geralmente, da 4ª dimensão astral para baixo – 4ª, 3ª, 2ª e 1ª. Na 5ª, geralmente, os espíritos lá já estão, na maior parte, mais educados.

Quer se livrar de qualquer ataque? Sai para a 6ª dimensão astral em diante. “Ah, mas eu não sei fazer nada. Vou dormir e não lembro de nada. Como é que vou saber em que dimensão eu saí?” O hábito de orar antes de dormir, de não ver filmes violentos, filmes de animalidades, filmes de terror. Quando falo em animalidades, não é o mundo animal, não é o filme que mostra o passarinho voando na selva, não é esse filme a que me refiro, não. É sobre terror, violência e pornografia. Se você evita esse material, principalmente algumas horas antes de dormir, você vai se sutilizar. Se você vê um filme de violência de manhã, você pode ficar tendo algumas sensações até à tarde e à noite já vai ter enfraquecido. Mas, mesmo assim, você ainda pode se projetar num lugar onde as pessoas adoram arrancar a cabeça uns dos outros, num lugar onde tem rios de sangue. Existem lugares assim, lugares horríveis para quem gosta de violência. Lugares onde as pessoas se machucam, se machucam, se machucam. Por isso, muito cuidado com o que pensa e com o que sente, principalmente quatro horas ou três horas antes de dormir. Esse período é culminante. Se tem alguma coisa, vai te jogar exatamente no andar, no nível daquela vibração.

Por isso, se for dormir? Procure paz. “Ah, na televisão, os canais abertos, geralmente, não têm jeito.” Leia um livro. Se não tem como selecionar um canal ou um vídeo em que não passem essas coisas, leia um livro. Ótimo, um livro que seja algo mais edificante para o seu espírito. Não precisa virar santo, não. É só ter uma vida mais branda, mais mansa, que vai para uma dimensão muito sutil, se os seus sentimentos também estiverem bons. Se for dormir cheio de mágoa, de rancor, desejo de vingança, medo, tristeza, vai parar em dimensão mais densa. Da 3ª dimensão para baixo, existe uma coisa chamada escravidão absoluta. Aqui na Terra já teve escravidão, mas jamais absoluta. Lá tem a escravidão absoluta.

Como é a escravidão absoluta? Seres muito poderosos mentalmente conseguem controlar até os pensamentos das pessoas. Há seres que chegam em espíritos desencarnados principalmente e falam: “A partir de hoje, você é um cavalo e vai puxar essa carroça aqui.” Fixam essa idéia tão firme na cabeça do indivíduo, de mente fraca, que ele começa a se transfigurar, virar um cavalo, puxando carroça. Não é ficção científica. Isso existe mesmo, no mundo astral. Por isso, quer sair do corpo? Saia para uma dimensão mais sutil. Não saia para dimensões mais densas, porque as dimensões mais densas são horripilantes. Mesmo que você não se lembre, as sensações vêm e são desagradáveis. É um fenômeno que não dá para ser ignorado, mesmo pelo materialista. Os mecanismos são simples. Pode-se inventar milhares de nomes, mas os mecanismos são simples. Vou procurar falar sem usar uma linguagem muito complicada, com nomes esquisitos.

Vamos procurar simplificar. Quem quiser se aprofundar, pode estudar os nomes esquisitos. Mas quem quiser só compreender os mecanismos, sem aprofundar-se, pode aprender os nomes mais simples. Dentro do processo de projeção astral, podemos dizer que temos a primeira fase: o relaxamento físico. Então, essa é a primeira fase, é o primeiro mecanismo. Relaxamento físico.

O segundo mecanismo é a energização do corpo com energia psíquica. Então, usando uma energia sutil, uma energia controlada pela mente, pelo pensamento, você energiza todo o seu corpo. Então, há que fazer a energização do corpo.

Essa energização do corpo, junto com o relaxamento, produzirá outro mecanismo chamado de – o terceiro: estado vibracional. No estado vibracional, a pessoa poderá sentir todo o seu corpo vibrando, só que é um formigamento elétrico, agradável, arrebatador. Esse formigamento parece um anestésico. Ele anestesia o corpo. Quem o sente, geralmente o sente nas pernas ou nos braços. Começa pelos membros do corpo, depois, no tronco. É um formigamento elétrico que anestesia o corpo. Quando alcançamos esse formigamento, estamos já com o relaxamento, a energização, sendo o formigamento, que seria o estado vibracional, o terceiro.

A quarta fase é o estado de descoincidência do corpo. Quando a pessoa gera o formigamento, começa a se entorpecer, não consegue mexer mais o corpo físico. Quando ela tenta mexer o corpo, gera a descoincidência. Ela sai do corpo. É o quarto estágio. Saindo do corpo, ela irá para o próximo estágio, o quinto estágio, que seria a lucidez fora do corpo. “Quem sou eu?” É a lucidez. Essa lucidez pode crescer e dar consciência para a pessoa – consciência e lucidez andam juntas – de que ela está fora do corpo. “Nossa, estou fora do corpo”: lucidez. Se ela não tiver lucidez, o que vai acontecer com ela? Ela vai sonhar. As pessoas ou sonham ou se projetam.

Compreendam: no caso do sonho, a pessoa já está projetada, mas ela não sabe que está projetada. Ou ela sonha, no caso de ela perder a lucidez, isto é, não ficar lúcida, ou ela fica lúcida e tem consciência de que está projetada e interage como pessoa projetada. Se ela ficar sonhando, não interage como pessoa projetada. Então, digamos, há um parente que desencarnou. Este chega nela e começa a conversar. Ela está vendo mas não está escutando nada. O parente fica frustrado e fala; “Oh, meu Deus, essa pessoa podia ficar lúcida para eu poder conversar com ela e falar: mas que saudade, que bom que você está aqui.” A pessoa sai do corpo e fica lá, igual a um poste, igual a uma árvore, porque o vento bate e a pessoa não mexe. Não tem muita graça. Por isso, há que ter lucidez. É importante a pessoa ter lucidez. Teve lucidez, ótimo. Mas isso não quer dizer que você vá se lembrar. Teve lucidez, você está projetado. Maravilha. É bom saber que a maior parte das pessoas, pelo menos num período da noite, tem lucidez.

Não é todo o período da noite, mas numa parte da noite tem lucidez. Só que, aí, esbarra em alguns probleminhas. O próximo mecanismo. O próximo é a sintonia dos corpos. Sintonia. O corpo físico está lá, muitas vezes, roncando na cama, dormindo. O corpo astral está fora dele. Mas o corpo astral está no plano astral. Entre o plano físico e o plano astral existe o plano etérico. E cada plano é composto por dezenas de dimensões-densidade, que são universos paralelos que se interpenetram. A pessoa, para transferir a informação do cérebro do corpo astral para o cérebro do corpo físico há uma distância dimensional enorme. É preciso fazer a vibração, o movimento da energia do corpo astral entrar em perfeita sintonia com o movimento da energia do corpo físico. Através dessa sintonia de movimento, nós conseguimos desenvolver a transferência da memória.

Quando a gente enxerga uma coisa, faz uma coisa, escuta uma coisa, a gente guarda no nosso cérebro. Quando um corpo astral faz, ele guarda no cérebro dele. No centro do seu cérebro, na glândula pineal do corpo astral sai o cordão de prata e liga-se ao nosso corpo. Pelo cordão de prata, nós transmitiremos a informação contida no cérebro astral. Tudo que o corpo astral fez vai ser transmitido por este cordão para o corpo físico, para o cérebro físico. Só que são os chakras que vão sintonizar. No caso, é o chakra coronário ou o chakra frontal; eles precisam estar girando na mesma velocidade e no mesmo ritmo. Então, digamos, o chakra astral está girando num ritmo, como se fosse um coração pulsando. E o chakra físico está mais lento. Não tem sintonia. É preciso ter o mesmo ritmo e a mesma velocidade. A dimensão, a densidade é diferente, mas ela precisa estar no mesmo ritmo e na mesma velocidade do giro dos chakras. Quando não estão, não há sintonia e a pessoa não se lembra de nada. Quando se lembra de alguma coisa é porque teve uma pequena sintonia, mas não o suficiente para se lembrar de tudo. Por isso sintonia é um mecanismo da projeção astral.

Depois, temos a última fase da projeção, o último mecanismo, que é a materialização da memória, chamada rememoração. A rememoração consiste no seguinte: quando a pessoa voltar para o corpo, conseguir se lembrar daquilo que aconteceu fora do corpo. Se esteve em sintonia, isso não quer dizer que, quando acordar, vá se lembrar, mesmo estando com os corpos em sintonia. Por quê? Porque é preciso usar um elemento muito importante para conseguir materializar a lembrança, a memória, porque o corpo astral está no mundo astral e o corpo físico está no mundo físico. É preciso de uma energia especial para materializar uma informação do plano astral para o plano físico, para o cérebro físico. Essa energia especial se chama ectoplasma. E esse ectoplasma é feito com várias freqüências de energia vital comprimidas pelo campo magnético ou pelo magnetismo da pessoa. E o que produz energia vital é o prana ou a própria energia vital que pegamos processada de outros seres vivos, aqui. Uma pessoa desvitalizada não produz energia vital. Não tendo energia vital, não tendo magnetismo, não produz ectoplasma. Não tendo ectoplasma, não consegue fazer a materialização da memória. E, aí, não se lembra.

A projeção é simples, mas é difícil. Não é fácil. A pessoa toda bloqueada ou fora de sintonia, com um desses mecanismos funcionando mal, não se lembrará. É preciso estar com todos esses mecanismos bem desenvolvidos para se lembrar. Se tiver todos os mecanismos bem desenvolvidos, a pessoa percebeu que está acordando, antes de se mover, antes de abrir os olhos, ela se lembra várias vezes do que aconteceu durante a noite. Depois, se levanta e lembra do que fez. Maravilha. Com isso, ela vai exercitando, exercitando, tendo muitas e muitas projeções.

Depois de algumas encarnações – não é depois de anos ou décadas, não – depois de algumas encarnações, ela desenvolve um tipo de projeção avançada. Essa projeção avançada são raras as pessoas que têm. Chama-se projeção de consciência contínua. Quando a projeção de consciência contínua é transmitida, a pessoa está fora do corpo e, simultaneamente, o seu cérebro está registrando tudo que está acontecendo, sem ela ter que acordar. Então, ela não faz a rememoração, porque ela já foi transferida para o cérebro. Imaginem que uma é transmitida por ondas. A outra você tem que pegar a informação, levar, encaixar ali e transferir e qualquer coisinha atrapalha.

Então, a pessoa está lá projetada: “Nossa, 3 horas da manhã. Preciso acordar.” Ela lá, dormindo, o cérebro já registrou: “São 3 horas da madrugada e eu preciso levantar, por algum motivo.” E ela acorda. Isso é projeção de consciência contínua. Ela transmite, ao vivo, o que está acontecendo com ela fora do corpo. Curiosamente, não poderia deixar de registrar um fenômeno que geralmente acompanha uma pessoa que tem projeção de consciência contínua: a pessoa se lembra, naturalmente, de suas vidas passadas. Por quê? Porque para a pessoa que tem consciência contínua, o passado, em outros corpos, é como o passado aqui, nesse corpo. É só ela se sintonizar com a época que se lembrará. É uma maravilha. Só que, somente projetores avançados conseguem realizar a consciência contínua. É um processo bem mais avançado de desenvolvimento psíquico. Não é só avançado espiritualmente. É avançado psiquicamente, o que quer dizer que não precisa haver muita evolução para obter esse processo. É preciso ter bom desenvolvimento psíquico, mental. Quando uma pessoa desenvolve todas essas fases, ela vai ter a projeção astral.

Mas, aí, fala: “Pronto. Eu me projeto.” Mas vai precisar aprender a controlar a projeção. A projeção tem duas fases de desenvolvimento e tem esses mecanismos: relaxamento, energização, estado vibracional, descoincidência, lucidez fora do corpo, sintonia dos corpos e rememoração. São sete mecanismos e duas fases. A primeira fase é desenvolver.

A segunda fase é controlar. Se você já tem a projeção desenvolvida, maravilha. É só aprender a controlar. Se você não a tem desenvolvida, aí, você vai poder ter uma certa dificuldade para desenvolver. Por que dificuldade? Digamos que você teve uma genética muito materialista. Seus antepassados eram muito materialistas. Gerou um bloqueio psicológico e você vai ter dificuldade de se lembrar das suas projeções. Digamos que você tem pouca energia Kundalini.

Na base da coluna vertebral tem um gerador de força que capta energia telúrica, energia do planeta Terra, energia elétrica, psicoelétrica – não é elétrica, essa da luz, não – energia biopsicoelétrica, porque ela trabalha também no organismo biológico. É a energia biopsicoelétrica, captada pelo cóccix. Essa energia entra pela sola dos pés, sobe pelas pernas, entra pela ponta do cóccix, na base da coluna vertebral, sobe pela coluna vertebral, vai até o topo da cabeça, desce novamente, sai pelo períneo e pela sola dos pés, volta e fica renovando, de energia psicoelétrica, o corpo.Uma pessoa que tenha essa energia muito fraca, tem o magnetismo fraco. Se tem magnetismo fraco, ela não consegue comprimir a energia vital para fazê-la se transformar em ectoplasma. E, aí, ela não lembra.

Então, geneticamente, se tiver uma predisposição a magnetismo fraco, ela não vai ter boas lembranças. Vai lembrar uma vez na vida e outra na morte. Raramente vai se lembrar. Se ela tiver feito mau uso da projeção astral, ela gerou um karma que bloqueou momentaneamente a habilidade, a capacidade de sair do corpo e lembrar-se. Se ela tem medos, isso bloqueia. Se o corpo dela está muito fora de sintonia, isso bloqueia. Então, tem muitas fontes de bloqueio. Por isso, um cursinho de final de semana não desenvolve a projeção astral. Um workshop não desenvolve a projeção astral. Se você já a tem desenvolvida, você pode aumentá-la. Mas nem aprender a controlar não aprende, porque são muitos os fatores para aprender a controlar a projeção.

Quem dá curso nessa área sabe e exige, algumas vezes, anos de dedicação, de estudo, de acompanhamento de um professor que tenha conhecimento e experiência – não só o conhecimento, mas a própria experiência (dele) – para você conseguir desenvolver a sua projeção astral. Persistência e motivação são muito importantes. “Ah, eu quero sair, porque não tenho dinheiro para viajar para o exterior. E, saindo do corpo, eu viajo.” No primeiro obstáculo, fala assim: “Ah, não. É melhor eu juntar o dinheiro. Daqui a uns dois, três anos, tenho o dinheiro e vou, e viajo.” É mais fácil, mais cômodo. Por isso, a motivação precisa ser consistente para a pessoa se dedicar ao desenvolvimento, desenvolver esses mecanismos. Aí, você vai lembrar: “Mas tem uma pessoa que nunca fez nada disso e sai.” É que ela tem predisposição genética à projeção astral. Tem pessoas que já nascem com a habilidade transferida dos pais. A mãe projetava, a avó projetava, o avô projetava, o pai projetava e, assim, transmitem essa habilidade para os filhos.

Eles não precisam fazer técnica nenhuma. De repente: “Ah, mãe, eu lembro que, na noite passada, eu estava fazendo isso, isso e isso.” Transmite geneticamente. Você desenvolveu a habilidade e está no seu gene, seus filhos vão herdar essa capacidade que você desenvolveu. E, ao herdar essa capacidade, eles vão poder dar vazão a ela ou adormecê-la. Vai depender da mente desses seres. Por isso, há práticas, há técnicas, mas só a técnica não desenvolve. Você pode fazer uma técnica excelente, mas, se tiver algum bloqueio kármico, por exemplo, algum bloqueio genético, corporal, energético, a técnica de projeção não é eficiente. Por isso, uma boa técnica para ativar os mecanismos da projeção astral precisa atuar no karma, na energia, no corpo da pessoa e no lado psicológico e consciencial da pessoa. Dessa forma, pode-se ter alguns resultados. Sem transformar o karma, quando ele está impossibilitando, a pessoa pode persistir durante anos e não conseguir a projeção.

O lado energético é importante para ter o poder e também para se defender de algum ataque espiritual. Por isso, se a pessoa já está desenvolvendo naturalmente a projeção astral, não deixa ir ou sair ao natural, não. Estude sobre isso, porque quem deixa só ao natural pena muito. Aquela coisa de acerto e erro. Demora. Você pode pegar a experiência de outras pessoas, o conhecimento sobre certos mecanismos que irão possibilitar um desenvolvimento rápido, seguro da projeção astral. Mas, se alguém chegar e falar assim: “Eu coloco a mão em cima de você e você vai desenvolver a projeção astral”, é bem difícil de isso acontecer, porque tem tantos fatores. Ele pode até provocar a projeção ali, na hora. Isso é possível. Mas, uma vez que ele se afastou, a projeção se afasta, também. Por quê? Porque você precisa desenvolver o seu próprio poder. E, através desse poder, ativando os vários mecanismos, é que você vai conseguir.

Ao longo de palestras anteriores, eu passei conhecimentos sobre energias da mente, sobre karma, sobre lados emocionais, sobre transmutação genética. Esses conhecimentos, associados aos conhecimentos futuros que nós ainda vamos passar, pode contribuir para se ter os elementos para se trabalhar estas fases. Mas ser autodidata nessa área inicialmente não é muito bom. Quando você já alcança uma certa segurança, tudo bem; você pode ser autodidata, sem problema. Mas, no início, é recomendável ter um acompanhamento. Por hoje, ficamos por aqui. Quem desejar fazer perguntas, é só levantar a mão. Será entregue um papel. Quem não desejar, sinta-se livre para sair. A próxima palestra de quarta-feira é sobre os três níveis de não.

PERGUNTAS

1. Como controlar o fenômeno da projeção astral?

Para o controle, o estudo, as teorias, as técnicas e para os exercícios na prática, há que ter o acompanhamento de uma pessoa experiente nessa área. Não deve ser só uma pessoa que leu, mas uma pessoa que tenha as próprias experiências. É preciso a persistência nas técnicas, a paciência para esperar os resultados para a pessoa dominar o fenômeno. Não há fórmula mágica para o domínio. É estudo, exercício; exercício, disciplina; estudo, exercício e disciplina. Aí, consegue dominar. “Ah, não. Agora, estou cansado. Deixa para amanhã.” O “amanhã” se torna depois de amanhã e, depois, o mês que vem, o ano que vem. “Ah, não. Já estou muito velho. Na próxima encarnação eu mexo com isso.” Sem disciplina, persistência não se consegue. Pensavam que eu ia dar uma técnica mágica, não é? São dezenas de técnicas. E nenhuma é mágica. Se não fizer para valer mesmo, até cansar, não funciona.

2. Há autores que dizem que não devemos valorizar o plano astral, pois tudo lá é ilusório, ou seja, são fantasias da mente. O que acha disso?

De fato, o mundo astral é ilusão. É ilusão menor do que esta. O mental também é uma ilusão. O mundo da forma todo é uma ilusão. O mundo físico é uma ilusão. O mundo etérico é uma ilusão. O mundo astral é uma ilusão. O mundo mental é uma ilusão. O mundo da forma é uma ilusão. O mundo astral é uma ilusão menor do que o mundo físico. Por isso quem se sintoniza com o mundo astral já começa a ter um desejo de não viver mais neste mundo, de viver no outro, o que já é uma evolução. Quem se sintoniza com o mental não vai querer viver nem no físico e nem no astral. Vai viver no mental, que é uma evolução maior do que o astral. Mas, mesmo mental, ainda é ilusão, porque é um mundo fragmentado. No entanto, antes de chegar no último estágio, é preciso passar pelos intermediários. Muitas pessoas estão querendo ultrapassar tudo sem passar pelos intermediários. Não conseguem. É a pessoa que quer correr sem saber andar. Está engatinhando e está querendo correr, mas não sabe nem andar primeiro. Então, é recomendável passar pelos estágios intermediários. Mas o mental também é ilusão. Não pense: “Cheguei no mental”. Mental é ilusão criada pela nossa mente.

3. Onde começa um plano e termina outro? Quantas dimensões tem um plano?

Nós podemos ter informação do plano mental, do plano astral, do etérico e do físico. Mas nós não garantimos que existam só esses quatro planos. Algumas pessoas falaram sobre crístico, nirvânico, búdico. São subdivisões do plano mental. São divisões evolutivas do plano mental. Por isso não temos a informação de quantos. A pessoa pode falar: “Olha, o plano físico tem tantas dimensões.” Não vou entrar nisso porque a gente não tem como comprovar. É a teoria da pessoa contra a teoria de outra pessoa. A gente não tem como comprovar. Catalogamos esses quatro planos e sabemos que cada plano tem mais de dezenas de dimensões. Então, a gente pode contar mais do que 30, do que 40 dimensões em cada plano. Mas não sabemos se é centenas, se são 90, se são 50, se são 70. Isso, não sabemos. Como sabemos também que temos sete corpos astrais, outros tantos mentais. Mas saber quantas subdivisões que ainda podemos ter, também não sabemos.

4. O que significa quando temos um sonho ruim e tomamos uma decisão?

Muitas vezes, quando a gente vai tomar uma decisão, aquilo acaba repercutindo muito forte na nossa mente. Uma situação que se está vivendo, um temor. E a gente começa a sonhar com aquilo e aquilo pode nos guiar em decisões. Há também os sonhos premunitórios. Mas disso a gente não vai falar hoje, porque não é o tema. Os sonhos interferem na nossa vida e a nossa vida interfere nos sonhos. Então, não há nada de mais. É uma interferência natural.

5. Como podemos distinguir uma lembrança de uma projeção astral e uma lembrança de um sonho?

Isso é simples. Numa projeção astral, você tem auto-crítica, auto-análise, poder de decisão. No sonho, você não tem auto-crítica, você não tem auto-análise, você não tem poder de decisão. Você pega o caminho por uma estrada enlameada e não se questiona se aquela estrada está cheia de lama e que era melhor pegar a outra. Você simplesmente faz e não tem o domínio sobre a ação. Isso é sonho porque você está revivendo situações criadas pela sua mente. Então, você já criou, já fez o roteiro. Você não pode alterar na hora. Isso é o sonho.Na projeção, você fala: “Não. Não vou por essa estrada, não. Aliás, o que estou fazendo aqui? Fui dormir e estou nesta cidade? Que coisa esquisita.” Ou: “Estou sonhando. Então, posso fazer isso, posso fazer determinada coisa.” Essas possibilidades só tem na projeção astral, de você ter o poder de decisão, de você saber o que está acontecendo. Essa é uma diferença bem significativa.

Fonte Blog do Aldomon: www.unidadeprata.blogspot.com

Via: http://aldomon-adriane.blogspot.com.br/2010/09/007.html

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