Ascensão

Tempos de Despertar: A Verdadeira Prosperidade – Tornando-se um Funcionário do Universo

prosperidade
Dhy Stellar
Postado por Dhy Stellar

Por Colin Bondi em 15 de novembro de 2012

( Para releitura. Texto magnífico)

Eu amo a palavra prosperidade. Prosperidade representa uma vida plena, abrangendo não apenas a riqueza material, mas felicidade e satisfação genuína. Penso nela como um estado onde a abundância é livre para fluir sem restrições por todas as áreas da vida. Acho que você poderia dizer que a maioria das pessoas gostaria de viver em tal estado, mas poucas pessoas realmente fazem isso. O que é que impede de viver em um estado constante de verdadeira prosperidade? Verdadeira prosperidade, fundamentada em abundância e experiências voltadas para o crescimento. A verdadeira prosperidade não é alcançada por meio de enganar as pessoas, fazer um trabalho que os faz infelizes, ou definir prosperidade meramente como riqueza material. Há muitas pessoas ricas que são muito infelizes e eu não os chamaria de prósperos, pois há peças-chave em suas vidas ainda a resolver, sendo a riqueza às vezes uma fonte de dor severa.

Propus-me a descobrir a verdadeira prosperidade para mim aproximadamente há 7 anos, e tem sido uma jornada às vezes dolorosa, selvagem, mas esclarecedora. À medida que eu tenho lutado ao longo dos últimos anos, tentando perceber e realizar prosperidade, alguns têm repetidamente me dito que eu deveria ir buscar um emprego. Muitos momentos na minha viagem foram caracterizados pela pobreza e próximos à falta de moradia. Essas pessoas são bem intencionadas em seus conselhos, e sob o ponto de vista prático, faz sentido. No entanto, após sair de um trabalho corporativo de alta remuneração em 2005, fiquei revoltado com o conceito de trabalho, que é parte do que me levou a iniciar esta jornada. Para começar, eu arrumei outro emprego trabalhando para uma organização sem fins lucrativos que ajuda os desabrigados, e quando isso não estava mais sendo satisfatório, eu encontrei um emprego trabalhando para uma grande organização budista. Eu tinha certeza de que trabalhando para uma organização espiritual estaria me preenchendo, mas não foi verdade, na verdade nenhum desses empregos me fez sentir melhor do que o meu trabalho corporativo.

Isso porque todos eles tinham uma coisa primária em comum, gastar uma grande quantidade de esforço para fazer algo de que eu não gosto somente por dinheiro, para sobreviver. Terminei não me importando se era por uma boa causa, porque naquele momento o meu tempo e esforço iam para atividades que não estavam me preenchendo ou alimentando pessoalmente. Para mim algo parecia errado e cheguei a um ponto em que, literalmente, não podia fazê-lo sem grandes conseqüências físicas, emocionais e espirituais. Eu lentamente percebi que parte do meu propósito de vida era encontrar uma maneira de alcançar a verdadeira prosperidade, não importa o que eu tinha que passar, a fim de fazer isso.

Uma das percepções mais importantes que eu tive ao longo dos anos é que nós, como sociedade e como indivíduos, tornamo-nos condicionados à falta e escassez, o que é o oposto de abundância e prosperidade. Parte desse condicionamento ata nosso instinto de sobrevivência natural ao dinheiro, daí o dinheiro se torna sinônimo de sobrevivência. Então, temos que trabalhar para ganhar dinheiro para que possamos nos sentir seguros, sabendo que podemos fazer isso no mundo. Prosperidade e abundância se traduzem em como tornar seguro seu trabalho, quanto dinheiro você tem no banco e se tem recursos materiais adequados. Se estas coisas são instáveis, há como resultado o medo e estresse, e mesmo se eles forem estáveis há um crescente descontentamento rasteiro que se espalha como um câncer, lentamente nos comendo.

Viver assim resulta em um estado antinatural onde somos forçados a obrigações que achamos que são necessárias para a nossa sobrevivência, e somos desligados da verdadeira abundância e da orientação de nossa intuição criativa que nos pede para viver com o coração. Recentemente, vi uma citação no facebook que era algo assim: “Os seres humanos são a única espécie no planeta que tem que pagar para viver nele”. Há uma certa insanidade nisso, quando você pensa a respeito, se você me perguntar. Isso NÃO é natural para nós, na verdade, é provavelmente a forma mais eficaz de escravidão que já foi inventada, porque a maioria das pessoas não sabem que são escravizadas para a abundância falsa sob a forma de dinheiro. A energia de vida de um ser humano está ligada a trabalhar por algo que já é dele, desde o começo.

É de conhecimento comum que as pessoas vão fazer quase qualquer coisa por dinheiro e não é de admirar que isto está profundamente ligado à sua sobrevivência e identificado como abundância. Muitas pessoas espiritualizadas começam a odiar e evitar o dinheiro por causa disso e, portanto, acabam quase desamparados, como eu, o que nada mais é do que uma outra manifestação de privação. Uma das coisas que vemos acontecendo hoje é o falso sistema começando a entrar em colapso. Isto é certamente inevitável, porque o nosso sistema é construído sobre um castelo de cartas. O dinheiro não é mais sustentado por ouro ou qualquer coisa de valor tangível, ele é criado literalmente no ar, apenas números em um computador ou pedaços de plástico e papel. Chegou o tempo de nos libertarmos dessa maneira louca e disfuncional de vida, e é nisso que eu venho trabalhando nos últimos anos. Libertar-se é uma tarefa difícil porque o condicionamento de carência é muito profundo, está vinculado à sobrevivência, e envolve confrontar alguns dos nossos piores medos.

No entanto, se não contamos com o dinheiro ou um emprego estável para a nossa segurança e abundância, o que vai tomar seu lugar? À medida que eu tenho mais profundamente me conectado com a dimensão espiritual e entregue mais plenamente à orientação do Eu Superior, percebi que a razão pela qual não posso mais fazer um trabalho é porque eu já tenho um, que eu tenho negligenciado. Esse trabalho envolve trabalhar para o empregador mais incrível que alguém poderia ter, o Universo. Eu sou um funcionário do Universo. Isso pode soar como um chavão da nova era ou algum sonho filosófico, mas falo isso em um sentido muito literal e muito prático. Ser um empregado do Universo significa seguir sua orientação interior e fazer o que você gosta de fazer, que sob esse ponto de vista é o que você é deveria fazer.

Você já sabe o que você está destinado a fazer porque é o que você ama, parecendo ou não uma vocação válida no sentido usual. Tornar-se um empregado do Universo tem alguns pré-requisitos. Um deles é abrir nossas mentes e realmente fazer um balanço do que realmente se gosta de fazer, o que se é atraído para fazer. Uma vez que vemos isso, temos de deixar ir o que nós pensamos que “deveríamos” fazer e abraçar plenamente o que amamos. Isso requer uma grande dose de confiança no início, porque a mentalidade baseada nos temores de sobrevivência e carência vai agir e tentar assustar-nos para voltar com o antigo programa, que está se esforçando para sobreviver. Temos que ter a coragem e a fé para resistir a isso e persistir porque não estamos aqui para sobreviver. Animais estão aqui para sobreviver, nós estamos aqui para crescer e criar, e como seres humanos nós temos a capacidade de co-criar a nossa realidade. A recompensa pela persistência é verdadeira abundância ilimitada.

Como qualquer outro empregador, o Universo paga a seus funcionários para fazerem o seu trabalho. Mas, ao contrário de empregadores convencionais, paga em abundância ilimitada, o que significa que você não tem um salário fixo e você não é pago só em dinheiro, em vez disso você é pago com o que você precisa, quando você precisa. Como um empregador tradicional, porém, o Universo não vai pagá-lo se você não fizer o seu trabalho. Isto quer dizer, se você não seguir a sua orientação intuitiva e realmente fizer o que você ama, você não pode esperar que a abundância flua livremente em sua vida. Você pode receber uns esguichos aqui e ali, mas não serão confiáveis. Portanto, temos de agir com nossa intuição e paixão, e pedir o que precisamos no processo.

Quando começamos a fazer a transição para trabalhar diretamente para o Universo, a maioria de nós passa por uma fase difícil onde tem que lidar com o medo, a dúvida e a escassez. Nós também lidamos com as obrigações do nosso modo de vida anterior que não se encaixam mais em nosso caminho. Estas obrigações podem ser na forma de relacionamentos, empregos, casas, lugares em que vivemos, amigos etc. Para trabalhar em tempo integral para o Universo, devemos deixar de lado quaisquer obrigações que nos impeçam de viver o momento, seguindo nossos corações e criando prosperidade verdadeira. Vamos saber intuitivamente o que precisamos deixar de ir porque sentiremos essas coisas cada vez mais e mais deslocadas, e ficarão de fora como um polegar machucado, mesmo que tentemos resistir a deixá-las ir com todas as nossas forças.

Nós também precisamos aprender a entrar em contato com a parte mais profunda de nós mesmos, que eu chamo de Eu Superior ou Espírito, porque este é o lugar de onde a nossa orientação vem, e é do que nós temos que aprender a confiar e ter fé. É tudo parte do processo, porque na verdade estamos construindo uma vida inteiramente nova que se apóia na paixão, liberdade e abundância … na verdade isso é apenas a vida, a vida no sistema é uma pálida sombra de como viver plenamente e é por isso que tantas pessoas estão deprimidas, viciada em várias substâncias e comportamentos auto-destrutivos. Quando realmente damos o passo à frente para sermos empregados do Universo e participarmos da verdadeira abundância, nos damos conta da prosperidade e felicidade duradoura. Isso não significa que a vida deixe de ser dolorosa, mas temos uma felicidade mais profunda que está concordante com a dor, porque estamos satisfeitos, temos propósito e direção na vida, e percebemos a dor como parte da existência neste mundo. Estamos criando o que nós viemos aqui para criar, e acrescentar algo de valor para o mundo, enquanto nós expressamos o Espírito em uma maneira única e criativa. Eu acredito que isto é o que quase todos nós verdadeiramente desejamos, e muitos já alcançaram em alguma medida . E você?

 

 

Sobre o autor: Colin trilha o caminho do guerreiro fora da matrix. Estudou profundamente psicologia, Tarot, Qaballah, e ocultismo ocidental, e trabalha no sentido de inspirar os outros com suas revelações sobre a natureza valiosa de nossa humanidade. Visite seu blog inspirador, AwakenInTheNow. Este artigo é oferecido sob a licença Creative Commons. Não há problema em republicá-lo em qualquer lugar, desde que os créditos e a biografia sejam incluídos e todos os links permaneçam intactos.
link para o artigo originalwww.wakingtimes.com 
Tradução de: Luciana Pellegrini Drucker – luzpelegrina@gmail.com

Via: http://www.luzdegaia.net/

 

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2 Comentários

    • Olá Fatima como está? Conhecer-se a si mesmo, aprender a se interiorizar fazendo a conexão com seu Eu Superior e em consequência conetar-se ao Universo de forma positiva e otimista e principalmente fazendo aquilo que amamos fazer. Esta é a dica do autor que fala neste artigo sobre suas experiências próprias,suas falhas e tropeços até que compreendeu como tornar sua vida mais feliz e próspera. A intenção é com suas vivências poder auxiliar outros a não cometerem os mesmos erros. Artigo bem elucidativo. Grata por estar conosco querida! Um grande abraço!

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